Brasil

Movimiento Colombiano Ríos Vivos se solidariza con comunidades afectadas por rompimiento de represas en Brasil

Al cumplirse más de cuatro años del crimen cometido por el rompimiento de la represa de residuos de la minería en Mariana y un año del crimen cometido en Brumadinho en Brasil, que afectó cientos de kilómetros de la cuenca del Río Doce y Río Paraopebas, y con esto, afectó también la vida de miles de familias, destruyendo sus casas, sus formas de vida, sus trabajos y asesinando a cientos de personas habitantes de las cuencas y trabajadores de las empresas, exigimos que la empresas criminales VALE BHP BILLION Y SÁMARCO sean responsabilizadas penalmente por estos terribles sucesos y no se les permita seguir ejerciendo dicha actividad minera ni de ninguna otra que tenga que ver con los bienes de la naturaleza. En el mismo sentido, exigimos que se realicen los desmantelamientos de las presas de manera preventiva, priorizando los niveles de riesgo.

 

Con dolor y solidaridad en nuestros corazones el Movimiento Ríos Vivos proceso nacional en el que se articulan procesos territoriales de familias campesinas de Colombia afectadas por la política energética en el país, acompaña a las familias pescadoras, campesinas, trabajadores y trabajadoras afectadas por la acción criminal de dichas empresas. Y nuestra voz se une a la de las poblaciones afectadas, al llamar a la empresa de criminal puesto que:

 

1.    Los informes e investigaciones demuestran que se pudo haber hecho algo para contener o mitigar la catástrofe y no se hizo nada.

 

2.    A la fecha las familias siguen sin techo y las medidas de atención no corresponden a las necesidades del pueblo ni mucho menos a la situación generada por estas empresas.

 

3.    Existen varias decenas de otras represas en las que el rompimiento es inminente, allí la tranquilidad se ha perdido, la empresa activa alarmas en medio de la noche sin comunicación con las comunidades. Tampoco se sabe de planes para desmantelar preventivamente y seguir evitando catástrofes.

 

La situación de Brumadinho y Mariana en Minas Gerais, muestra el horizonte de las externalidades de los grandes proyectos mineros, al igual que se desarrollan en Colombia y América Latina, dado que el vertimiento de lodos tóxicos jamás fue el desarrollo que prometieron, y dado que, a pesar de ser evidente y demostrada la responsabilidad frente a los daños, las empresas continúan empecinadas en negarlo, en dividir a las comunidades y en dilatar los procesos judiciales, para buscar los menores costos de reparación.

 

Para la VALE solo es el dinero, para los afectados es su vida.

Lo que la VALE destruye, el pueblo construye.

 

Animamos a las familias afectadas a continuar con dignidad en la reclamación de sus derechos, no permitan que les hagan sentir que sus reclamaciones no tienen efecto, por cada voz levantada son miles de corazones conmovidos. Para nosotros en Colombia, para el Movimiento de Afectados por Represas en América Latica –MAR- y el resto del mundo su lucha nos anima a seguir construyendo un mundo para el mañana sin represas y sin abandonar nuestra dignidad.

 

Enviamos saludos a las conmemoraciones que ocurrirán los próximos días en una masiva movilización desde Belo Horizonte hasta Córrego do Feijão y Brumadinho.

 

¡Aguas para la VIDA, no para muerte!

 #TransicionEnergetica justa de y para los pueblos

¡Aguas para la Vida, No para la Muerte!
Movimiento Colombiano en Defensa de los Territorios y Afectados por Represas Ríos Vivos.
Brasil

Crime ou Acidente? Impactos socioambientais da mineração de Minas Gerais ao Maranhão

Entenda como o modelo mineral no Brasil segue deixando marcas irreversíveis na natureza e na vida de pessoas para além do território mineiro, como é caso das comunidades maranhenses, Piquiá de Baixo e Santa Rosa dos Pretos.

No dia 25 de janeiro de 2020, o crime socioambiental de Brumadinho completa 1 ano. Exatamente às 12h28 de uma sexta-feira, a barragem da Mina do Córrego Feijão, da mineradora Vale se rompeu na Região Metropolitana de Belo Horizonte, despejando 12 milhões de metros cúbicos de resíduo. Um verdadeiro mar de lama com rejeito de minério matou o rio Paraopeba, destruiu casas da região do Córrego do Feijão, matou mais de 250 pessoas (11 ainda seguem desaparecidas) e continua afetando a vida da população mineira, em especial aquela que vive próxima à barragem de rejeito.

A Vale também está envolvida com o rompimento da barragem do Fundão, no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), que ocorreu em 2015.  Além de Minas, a empresa também segue ceifando o bem viver de comunidades no Maranhão, como é o caso de Piquiá de Baixo, comunidade impactada pela Estrada de Ferro Carajás (EFC) – de responsabilidade da Vale – e pelo polo siderúrgico, e Santa Rosa dos Pretos, que sofre impactos aos seus costumes, tradição e ao direito básico ao acesso a água em seu território, provocados pela implantação e ampliação da EFC, usada para transporte do minério, que é exportado principalmente para a China.

Em todos os casos, a água é o bem universal mais afetado. Por exemplo, em Barcarena no Estado do Pará, em fevereiro de 2018, o despejo de rejeitos tóxicos da refinaria Hydro Alunorte, da norueguesa Norsk Hydro, atingiu comunidades e rios. Em Mariana, o Rio Doce foi contaminado com 43 milhões de metros cúbicos de rejeitos. Piquiá sofre com problemas de abastecimento de água e o rio que passa pela comunidade é poluído pelas siderúrgicas. Santa Rosa dos Pretos teve um dos seus maiores igarapés concretados durante a duplicação da ferrovia.

A onda gigante de lama tóxica e os impactos diários causados pela infraestrutura logística e cadeia mineral como um todo, revelam que a exploração mineral no país segue anulando sonhos de crianças, mulheres e homens e toda e qualquer possibilidade de vida saudável próximo aos grandes empreendimentos.

É uma cadeia de impactos irreversíveis a vida humana e ao meio ambiente e que causam ainda mais indignação pela impunidade. Em todas as situações citadas, as empresas tentam eximir-se de suas responsabilidades, utilizando um recurso também violento: o discurso de que foi um acidente. Em várias entrevistas coletivas após a tragédia ambiental de Brumadinho, o então diretor presidente da Vale, Fábio Schvartsman disse não ter sido alertado sobre os riscos e caracterizou o rompimento da barragem como acidente, entretanto, documentos internos apreendidos durante as investigações apontaram que havia pelo menos dez barragens acima do limite aceitável e que de forma deliberada, o comando da empresa “se blindava de informações que poderiam incriminá-los para evitar ser responsabilizados, com práticas de táticas de retaliação e intimidação em um setor que a companhia dominava”, segundo matéria da Agência Brasil.

Acidente ou crime tem pesos diferentes no imaginário coletivo e judicialmente para a responsabilização penal.

Para entender melhor o que caracteriza um e outro, entrevistamos Danilo Chammas, advogado que atua em prol de direitos humanos em comunidades impactadas pela mineração no Maranhão e Minas Gerais. Na entrevista, o advogado comenta sobre a diferença entre crime e acidente, como também, sobre os impactos do grande projeto de mineração operado pela Vale no Brasil, em especial Brumadinho e comunidades no Maranhão.

Qual a diferença entre crime e acidente?
Esse tema é importante porque mostra de maneira explícita a disputa de narrativas que ocorre em contextos de conflitos socioambientais. Não por acaso, temos visto a todo o tempo maneiras diferentes de se referir ao mesmo fato, a depender do autor do discurso.

No caso de Brumadinho, vemos por um lado a Vale S.A., maior responsável pelo fato, esforçando-se para qualificar o rompimento da barragem (e suas trágicas consequências) como um “acidente”. Foi assim por exemplo no inesquecível depoimento do então diretor presidente da empresa, Fabio Shvartsman, à Comissão Externa da Câmara dos Deputados, ainda em fevereiro de 2018, em que ele declarou que: “a Vale é uma joia brasileira que não pode ser condenada por um acidente que aconteceu em uma de suas barragens, por maior que tenha sido a tragédia.”

Por sua vez, também em Brumadinho, vê-se a insistência de alguns familiares de vítimas fatais e atingidos em geral em afirmar que “não foi acidente, foi crime”. Essa narrativa traz em si o anseio pelo reconhecimento de que os causadores sejam punidos (justiça) e sejam obrigados a reparar os danos sofridos (reparação integral).

Voltando ao depoimento de Fabio Shvartsman, a palavra “acidente” não foi casualmente empregada por ele. Por um lado, perante a opinião pública, essa palavra passa a ideia de que o que aconteceu foi algo inesperado, imprevisível e que não podia ter sido evitado pela Vale. Espalhar essa ideia é fundamental para a preservação da imagem e reputação da empresa perante a opinião pública. Uma empresa com boa reputação tem mais facilidade para estabelecer parcerias, firmar contratos, conquistar financiamentos, angariar investidores, obter do poder público benefícios fiscais, licenças e outras autorizações para suas operações e desqualificar a narrativa daqueles que são atingidos por seus empreendimentos e lutam pelo reconhecimento de seus direitos.

Da mesma forma que a Vale busca ser absolvida no julgamento da opinião pública, o uso da palavra acidente também tem implicações do ponto de vista jurídico”.

Em primeiro lugar, no âmbito do Direito Civil, quando uma situação é considerada inevitável, ela pode ser enquadrada como “caso fortuito” ou de “força maior” o que acaba por liberar o causador do dever de reparar o dano por ele provocado. “Caso fortuito” é justamente um evento proveniente de uma ação humana que é imprevisível e, portanto inevitável. “Força maior”, por sua vez, se refere às situações em que mesmo previsível, o evento é inevitável. Essa última expressão se refere aos eventos da natureza, como furacões e grandes tempestades, por exemplo.

Por outro lado, a palavra “acidente” também pode influir na responsabilização penal das pessoas físicas e jurídicas envolvidas. Lembremos que o “acidente” traz também a ideia de que o agente causador do dano não tinha a intenção de provocá-lo. Isso pode ter efeitos importantes do ponto de vista da responsabilização penal, posto que há vários delitos que, por definição, não preveem aplicação de pena ao infrator se a conduta se dá de forma culposa (não intencional). Por outro lado, para os crimes em que a forma culposa é também penalizada, a diferença se expressa na quantidade de pena, que normalmente é muito menor do que na forma dolosa (intencional). Basta ver o exemplo do crime de homicídio simples, que, se for doloso, tem como pena mínima a de 6 anos e pena máxima a de 20. Porém, se for culposo, a pena aplicada ficará entre 1 e 3 anos.

Atuando em diversas comunidades com assessoria jurídica como você observa o discurso sobre acidente chegando nas comunidades? Existe algum fato que queira relatar?
O discurso sobre acidente também é empregado pela Vale S.A. e outras empresas da cadeia da mineração em outros contextos, exatamente com o objetivo de defender a sua reputação perante a opinião pública e de se esquivarem de seu dever de reparar o dano causado. Isso se dá por exemplo nos casos de atropelamentos ocorridos ao longo da Estrada de Ferro Carajás e também nos casos de queimaduras decorrentes do contato de crianças com os resíduos incandescentes da produção de ferro gusa depositados pela Gusa Nordeste na comunidade de Piquiá de Baixo, em Açailândia.

De que maneira, o discurso de que em Brumadinho foi acidente reverbera nas demais comunidades impactadas? 
Tenho circulado por diversas comunidades e vejo que as pessoas em geral têm rejeitado essa expressão. Lembro inclusive de uma consigna que vem sendo entoada em muitos atos: “Não! Não! Não foi acidente! A Vale mata rio, mata peixe e mata gente!”, que é utilizada desde o rompimento da barragem de Fundão, na cidade de Mariana em 2015. Essa disputa de narrativa é, portanto, muito relevante para a definição do futuro, pois além de definir como a história será contada, influi diretamente sobre as condições de vida das pessoas: tanto aquelas que já sofreram os danos e que poderão não contar com medidas de reparação, quanto aquelas de outras localidades que poderão vir a sofrer dos mesmos males, se essas situações continuarem sendo vistas como meros acidentes.

Além das ações judiciais em busca da punição e reparação dos danos, a luta dos familiares das vítimas também é pela mudança de discurso: “foi crime e não acidente!”. Como esse reconhecimento se insere no conceito de reparação e qual tem sido o posicionamento dos familiares para disputar as narrativas? 
Em Brumadinho, muitos atingidos e atingidas também estão conscientes disso e por essa razão é comum encontrar em suas faixas e discursos a afirmação de que o rompimento da barragem não só se tratou de um acidente, mas também de um crime doloso. Há, porém, um complicador. A definição de “acidente de trabalho”, conceito do Direito Laboral, acaba ampliando a confusão, especialmente em um caso em que a grande maioria das vítimas fatais é composta de trabalhadores diretos ou indiretos da empresa. Isso porque esse conceito é aplicado mesmo quando o fato é previsível, evitável ou decorreu de uma conduta intencional de quem o causou.

Cabe também salientar que o referido discurso de Fabio Shvartsman, no qual ele qualificou a Vale como uma “jóia brasileira” fez com que os familiares de vítimas fatais adotassem como bandeira essa mesma expressão para se referir a seus entes queridos que perderam suas vidas em decorrência do rompimento da barragem. “A minha mãe, Malu, é que era uma joia brasileira. Não é a Vale quem julga quem é ou não uma joia”, disse Patricia Borelli, filha de Maria de Lourdes da Costa Bueno, em artigo publicado na Folha de São Paulo, poucos dias depois do depoimento de Shvartsman. “A Vale assassinou com requinte de crueldade todas essas pessoas que nós chamamos de joias”. “A Vale e outras empresas mineradoras não são joias. Elas matam a fauna, a flora, os rios, destroem famílias. Hoje eu vejo o minério como uma forma de crime. Crime contra a vida em todas as instâncias”, disse Andresa Rodrigues, mãe de Bruno Rodrigues. Essa disputa de narrativas se insere no que a jurisprudência do direito internacional dos direitos humanos definiu como o DIREITO À MEMÓRIA E À VERDADE.

Você poderia nos falar um pouco mais sobre o direito à memória e à verdade e também sobre o conceito de reparação integral?
O direito à memória e à verdade tem sido reivindicado com ênfase pelos movimentos e organizações de direitos humanos nos processos de transição de ditaduras para regimes democráticos. Esses atores buscam afastar o medo de se conhecer e de se contar os fatos tais como eles realmente aconteceram.  No caso do Brasil, embora muito tardiamente, contamos com o trabalho da Comissão Especial para Mortos e Desaparecidos Políticos, que publicou seu dossiê em 2007.

O conceito da reparação integral desenvolvido pela jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos inclui as “medidas de satisfação”, que são medidas a serem impostas aos violadores de direitos para aliviar a dor das vítimas através da reconstrução da verdade, da difusão da memória histórica e da dignificação das vítimas. Na prática, isso se expressa através do reconhecimento público de responsabilidade, pedidos de desculpas públicas, atos de homenagens, construção de memoriais ou de outras formas de se propagar a verdade sobre os fatos.

A mentira e o esquecimento são úteis aos perpetradores pois os ajudam a se livrar da punição, da responsabilidade de reparar o dano e do dever de tomar medidas efetivas para que os mesmos fatos nunca mais ocorram. O lema é: “que nunca se esqueça para que nunca mais aconteça”.

Como essa disputa pelo direito à memória e à verdade tem ocorrido em Brumadinho?
No caso de Brumadinho, essa disputa também tem ocorrido na prática.  Em uma das ações judiciais, proposta por familiares de vítimas fatais, foi requerido que a Vale exibisse por 20 anos, nas entradas das sedes e filiais da empresa e de suas subsidiárias em todo o mundo, fotografias com texto em homenagem às vítimas, além da leitura de um texto no início de todas as assembleias de acionistas da empresa que começava com a frase “a vida vale mais do que o lucro”. Existe também a luta da associação de familiares de vítimas fatais (AVABRUM) pela construção de um memorial em homenagem às vítimas.

Na mesma linha, o Movimento Águas e Serras de Casa Branca está desenvolvendo uma frente de resgate e dignificação da memória histórica da luta de seus membros em defesa da água e em oposição à mineração na região. Uma exposição será lançada em um evento público a ser realizado no próximo dia 23 de janeiro, na Escola Municipal Carmela Caruso Alluoto, às 18h30, em Casa Branca, no contexto das atividades que marcarão o aniversário de 1 ano do rompimento da barragem. Nos dias 24 e 25 de janeiro a exposição estará no centro de Brumadinho. No dia 26 de janeiro, domingo, haverá uma coletiva de imprensa e uma caminhada pelas ruas de Casa Branca.

 

Brasil

Campaña “Enero Marrón” recuerda un año del crimen de Vale en Brumadinho y advierte sobre las constantes violaciones de empresas mineras

En el próximo 25 de enero, se completará un año de uno de los mayores crímenes sociales y ambientales cometidos por la empresa minera Vale en Brasil: la presa de relaves de la mina Córrego do Feijão estalló en Brumadinho (MG), matando al menos a 259 personas ya identificadas, así como dos niños no nacidos, Lorenzo y María Elisa, quienes murieron en el vientre de sus madres. Once personas siguen desaparecidas.

La avalancha de unos 12 millones de metros cúbicos de lodo tóxico que enterró a mujeres, hombres, animales y vegetación también mató al río Paraopeba a 40 km de la presa rota, impactando a pueblos nativos, fauna y flora que dependían de él.

En 2015, Samarco, una subsidiaria de Vale y de la anglo-australiana BHP Billiton, había cometido el mismo crímen en Minas Gerais. La ruptura de la presa del Fundão en el municipio de Mariana mató a 19 personas y dejó un rastro de destrucción con 40 millones de metros cúbicos de lodo tóxico que arrasó animales, vegetación, comunidades, hogares, el Río Doce y parte de la costa brasileña.

Tanto Samarco como Vale conocían de antemano el riesgo real de la ruptura de las presas, pero no tomaron medidas para evitar las tragedias. Hasta ahora, nadie ha sido castigado por ninguno de los delitos.

La indignación con la impunidad, con la connivencia y la omisión del Estado y el poder de operación de las compañías mineras en Minas Gerais llevaron a los miembros del Movimiento por las Montañas y las Aguas de Minas (MovSAM) a crear la campaña “Enero Marrón”. El objetivo de la campaña, según Maria Teresa Corujo, miembro del movimiento y ambientalista en Minas Gerais, es recordar, durante todo enero, el crimen de Vale en Brumadinho y hacer visible el papel del estado y los aliados de las compañías mineras que también son responsables del crimen.

Además, existe el alerta “sobre la minería que mata y atormenta a las personas, destruye comunidades y biomas, vidas, fauna, flora, paisajes, calidad del aire y del suelo, manantiales, acuíferos y ríos, y avanza sin descanso por territorios tornando inviables otras formas de vida, viola los derechos y hace uso de las estrategias más diversas para tomar a la población como rehén ”, agrega María Teresa, quien también es parte del Movimiento para la Preservación de la Sierra do Gandarela y SOS Serra da Piedade.

Alianza entre ¡Agua para los Pueblos! y Enero Marrón

Durante el mes de enero, el capítulo brasileño de la campaña “¡Agua para los pueblos!” irá unirse a la campaña “Enero Marrón” publicando en este sitio reportajes sobre el crimen de Vale y contenido exclusivo en Twitter, Facebook e Instagram sobre Brumadinho y la resistencia de los pueblos y comunidades a violaciones cometidas por empresas mineras. Las tragedias de Mariana y Brumadinho muestran, de manera superlativa, las tragedias diarias de cientos de comunidades brasileñas como Piquiá de Baixo (Açailândia/MA) y Santa Rosa dos Pretos (Itapecuru-Mirim/MA), violadas por Vale y la minería durante décadas. A continuación, lea la entrevista dada por Maria Teresa Corujo al sitio.

¿Qué es el “Enero Marrón” y cómo surgió?

Enero Marrón es una campaña de concientización y alerta, similar a Octubre Rosa y Noviembre Azul, que ahora forman parte del calendario anual de campañas. Surgió en diciembre de la idea de Guto quien, junto con otros miembros del Movimiento para las Montañas y las Aguas de Minas (MovSAM) en el que participa, desarrolló el plan inicial que se compartió con otros activistas para su realización.

¿En qué consiste la iniciativa?

La iniciativa consiste en una campaña a través de las redes sociales basada en la adhesión de organizaciones, movimientos y personas que se unen en un colectivo para abrazar y alcanzar su objetivo. A lo largo de enero, se publicará material que reúne datos, información, aclaraciones, reflexiones y noticias relevantes sobre la minería y sus impactos en las comunidades y el medio ambiente y cómo el Estado ha estado en silencio o coludiendo. La campaña también dará visibilidad a los actos, eventos y manifestaciones relacionados con el hito de un año de la ruptura el 25 de enero de 2019, como la primera peregrinación arquidiocesana para la ecología integral de Brumadinho.

¿Cómo pueden las personas, grupos y entidades apoyar a “Enero Marrón”?

Uniéndose a la campaña como ya está sucediendo con el uso del lazo marrón en las fotos de perfil en Facebook y logotipos de organizaciones y movimientos que ya participan en el Enero Marrón. Siguiendo a la campaña @janeiromarrom en Instagram y Twitter y compartiendo con amigos; grabar un video de apoyo de la campaña usando el [hashtag] #janeiromarrom (máximo 1 minuto), realizar acciones de Enero Marron en su municipio y enviar fotos / videos para ser publicado ([email protected]) y siguiendo las publicaciones del blog de la campaña.

¿En qué contexto se creó la campaña?

Enero Marrón fue creado porque estamos indignados con la impunidad con respecto a los crímenes de Samarco (2015) y Vale (2019) y la hegemonía y el poder que tiene la minería en Minas Gerais a pesar de los graves impactos y violaciones durante décadas. La verdad es que para las compañías mineras y la mayoría de las autoridades, gobiernos, municipios, políticos y el poder judicial, es como si nada hubiera sucedido en Brumadinho. Es como si 272 personas no hubieran muerto (dos bebés murieron junto con sus madres embarazadas), parte del río Paraopeba ha sido destruida y destruyeron la cuenca hidrográfica que abastecía a miles de personas. Es como si en 2015 el Río Doce y la costa no hubieran sido impactados como lo fueron, 19 personas no hubieran sido muertas, Bento Rodrigues y otras comunidades destruidas, el pueblo Krenak perdido su río Watu y miles de personas sufrido varios tipos de pérdidas.

Hemos visto al Estado respaldar repetidamente, con opiniones favorables, proyectos mineros donde hay represas que son “bombas de tiempo”. Por ejemplo, el 20 de diciembre de 2019, en una reunión del Consejo de Estado para Actividades Mineras (CMI) del Consejo de Estado para Política Ambiental, que duró 12 horas ininterrumpidas, se otorgó una Licencia de Operación para la elevación de la presa de Anglo American en Conceição do Mato Dentro (MG) que tendrá alrededor de 300 millones de metros cúbicos de relaves, incluso con comunidades en la llamada Zona de Auto Rescate (que llamamos Zona de Alto Riesgo de Muerte), que la Ley, conocida como el Mar de Lodo Nunca Más, prohíbe expresamente. Con opinión legal favorable del Fiscal General del Estado que no cumplió con una recomendación del Ministério Público del Estado. Diez de los doce consejeros votaran a favor de la otorga de la licencia mismo contra la ley

La posibilidad de nuevas rupturas de presas es muy real por la forma en que se aborda el problema porque las autoridades no hacen ninguna acción efectiva. Tenemos regiones en Minas Gerais como Itabira, Alto Rio das Velhas y Paracatu con presas de relaves con una gran cantidad de personas alrededor. En Itabira hay alrededor de 10,000 personas que viven en la Zona de Auto-Rescate de las 17 represas de relaves de Vale y en el Alto Río das Velhas hay más de 50 represas de relaves que, si se descomponen, van río abajo e interrumpen el suministro de agua de dos millones de personas de Belo Horizonte y su región metropolitana. Algunas presas con un volumen que puede destruir incluso el río São Francisco.

Estamos indignados y no nos gusta que las soluciones ofrecidas sean, por ejemplo, capacitar a las personas para salvarse mientras permiten que la minería continúe operando presas y expandiendo los complejos mineros donde se incluyen estas presas, sin mencionar las nuevas licencias. No aceptamos que las soluciones sean simplemente colocar sirenas, señales de ruta de escape y puntos de encuentro, mientras que el status quo de la minería continúa como si nada hubiera sucedido y las empresas mineras continúen con licencia. Y todavía tenemos lo que llamamos “terrorismo de presas” que ha estado evacuando a personas de los territorios alegando riesgos que no están confirmados y que aún justifican grandes trabajos de “emergencia” que causan graves impactos sociales y ambientales y se construyen después de las comunidades, lo que significa que de nada sirven, a excepción de los intereses de expansión o nuevas minas en estas regiones.

De ahí la necesidad de aumentar la conciencia de la población sobre la minería y revelar la verdad sobre esta actividad extractiva que es casi como una caja negra porque la industria protege y desarrolla estrategias de comercialización para que la población sea engañada. Una vez que la mayoría de la población sepa lo que los ambientalistas hemos sabido durante años, lo que las comunidades mineras circundantes han experimentado durante años, el sufrimiento y el impacto, tendremos mucha presión social para poner contra la pared estas empresas y autoridades. Es vergonzoso, cruel y violento lo que vivimos en Minas Gerais.

 

Fuente:https://aguaparalospueblos.org/enero-marron/?fbclid=IwAR3XtUgNxNVet6_G18Jdj4bqNIvpcpAOxASrMzPLuYT7mCchPv_gdRbQV6w

Brasil

Brasil: Especialista da ONU visita Piquiá frente ao abandono do Estado

Por ocasião da visita de Baskut Tuncak, relator especial das Nações Unidas sobre Direitos Humanos e Substancias Tóxicas, FIDH, Justiça Global e Justiça nos Trilhos exortam o Estado brasileiro e as empresas a assumirem suas responsabilidades e repararem integralmente as violações dos direitos humanos e do meio ambiente que atingem a comunidade de Piquiá há três décadas.

Entre o sábado 7 e a segunda-feira 9 de dezembro, o relator está no estado do Maranhão, onde as consequências desastrosas da mineração e da siderurgia sobre a saúde dos habitantes de Piquiá devido à poluição ambiental e sonora, denunciada há anos por nossas organizações, permanecem impunes. Após sua visita nessa área, o Relator interpelará as autoridades estaduais e federais sobre o caso do Piquiá, a partir de hoje, segunda-feira, na capital do Maranhão e em Brasília.

“Esperamos que esta visita dê maior visibilidade internacional a este caso, por tanto tempo ignorado pelo Estado, pressionando as autoridades para que a legislação ambiental seja reforçada e efetivamente implementada. Por sua vez, é necessário um forte apelo do relator à Vale, Viena Siderúrgica, Gusa Nordeste e Aço Verde Brasil e Cimento Verde Brasil (as três últimas do Grupo Ferroeste), para que essas empresas repararem integralmente os danos causados e cumpram com as regulamentações existentes”, afirmou Sandra Carvalho, vice-presidente da FIDH e coordenadora da Justiça Global.

O relator especial, que tem o mandato de monitorar os efeitos nocivos provocados por substâncias e resíduos perigosos, deve alertar os órgãos da ONU das violações constatadas na comunidade de Piquiá e apresentar recomendações.

Os moradores enfrentam com dignidade e perseverança, dia após dia, a louvável tarefa de lutar pelo exercício dos seus direitos violados. Enquanto a mudança para o novo bairro Piquiá da Conquista lhes dá esperanças, sua situação na comunidade continua grave.

A notícia encorajadora é que, mesmo diante dessa situação, a comunidade de Piquiá não desistiu. Apesar dos escassos recursos e apoio, os moradores conseguiram se organizar e exigir com que recursos fossem alocados para a construção de Piquiá da Conquista, onde vislumbram um futuro longe da poluição. No entanto, existe o risco de que as políticas de restrição orçamentária para os programas sociais do governo de Jair Bolsonaro afetem diretamente a conclusão desse projeto.

“Enquanto a comunidade de Piquiá continuar enfrentando problemas de saúde devido à poluição do ar e continuar exposta a resíduos tóxicos e perigosos que resultam do gerenciamento inadequado de resíduos por empresas siderúrgicas, não haverá reparação integral. A mensagem do relator também deve exigir garantias de não repetição, para que as gerações futuras de Piquiá possam usufruir do direito a um ambiente saudável”, disse Danilo Chammas, da Justiça nos Trilhos.

Hoje, solicitamos concretamente que o Estado brasileiro garanta a rápida conclusão e implementação das decisões judiciais e garanta reparação efetiva às famílias afetadas negativamente pela indústria de mineração, ferro gusa e aço; que processos investigativos sejam iniciados e imponham sanções às pessoas físicas e jurídicas responsáveis; que seja estabelecido um tempo específico e limitado para que as empresas se alinhem às normas legais atuais e apresentem garantias de não repetição; e que as empresas tomem as medidas necessárias para proteger as famílias dos resíduos tóxicos e parem imediatamente as operações sem licença.

Esperamos que a visita do relator especial sirva para colocar Piquiá de volta na agenda pública. Tuncak fará uma conferência de imprensa no dia 13 de dezembro de 2019 às 14h, em Brasília, onde ele compartilhará suas observações preliminares de sua visita a Piquiá, Brumadinho e Recife. O Relator Especial apresentará um relatório completo com sua análise e recomendações ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em setembro de 2020.

 

Fuente:https://www.fidh.org/pt/americas/brasil/brasil-especialista-da-onu-visita-piquia-frente-ao-abandono-do-estado?fbclid=IwAR3U8thRXMN2hs6rD3ycH8NXXUD7VU1yDN57g-bsXwBn9MYP4Hgu3sd1AW8

Brasil

Las compañías mineras de Brasil aumentan las ganancias mientras que las víctimas de sus delitos aún no han recibido compensación

Cuatro años después del desastre de Mariana, ningún ejecutivo de las empresas responsables del crimen, Vale y BHP, ha sido punido. Cientos de miles de víctimas permanecen sin reparación. No se pagó ninguna multa. Al mismo tiempo, Vale y BHP lucraron, entre 2016 y 2019, 162 mil millones de dólares. Ambas son las compañías mineras más grandes del mundo. El colapso de la presa Fundão en Mariana (MG), que arrojó 40 millones de metros cúbicos de lodo tóxico a más de 600 km de la cuenca del río Doce al Océano Atlántico, marca su cuarto cumpleaños el martes.

500 mil personas afectadas, pero las empresas continúan impunes

El ministerio público federal estima que 500,000 personas están afectadas por el crimen en más de 40 ciudades en Minas Gerais y Espírito Santo. Miles de personas aún luchan por recibir asistencia de emergencia que corresponde a un salario mínimo por mes. En Mariana, solo el 10% de lxs afectadxs recibieron compensación.

Sin embargo, desde que se rompió la presa, Vale ha acumulado multas impagas por un total de R390 millones.

En septiembre, un fallo legal liberó a los funcionarios de Samarco, Vale y BHP de las demandas.

La reconstrucción de los distritos destruidos también es tardía. En total, 900 familias están esperando.

Hace diez días, el Consejo de Política Ambiental del Estado de Minas Gerais aprobó la autorización otorgada a Vale y BHP para reanudar las actividades mineras en la región de Mariana. Después de hacer apenas algunos trámites necesarios, las compañías mineras deberían reanudar sus actividades a mediados de 2020.

Para leer la noticia completa (solo en portugués), haga clic aquí.

 

Fuente:https://www.cdhal.org/es/las-companias-mineras-de-brasil-aumentan-las-ganancias-mientras-que-las-victimas-de-sus-delitos-aun-no-han-recibido-compensacion/?fbclid=IwAR2DvFZp3Zo2kzd9EC_lPZS1bfZy-fJ0Q6GY5Eu_P5afkXOIfS8dE5TN5V4

Brasil

Minera Vale omitió informes que hubieran evitado la tragedia en Brumadinho

La minera brasileña Vale omitió comunicar informes que hubieran podido evitar el colapso el 25 de enero de este año del dique de Brumadinho, que dejó 270 muertos y desaparecidos en el estado de Minas Gerais, afirmó una agencia gubernamental. El colapso del dique, liberó millones de toneladas de residuos mineros. Desde entonces, Brasil ha prohibido la construcción de nuevos diques corriente arriba.

 

El colapso del dique, el 25 de enero, liberó millones de toneladas de residuos mineros. Tras la tragedia, Vale, primer productor mundial de mineral de hierro, se vio forzada a suspender algunas de sus operaciones en sitios que albergaban construcciones del mismo tipo.

Documentos internos que fueron analizados por los investigadores de la Agencia Nacional de Minería (ANM) muestran que la empresa estaba al tanto de problemas en el sistema de drenaje instalado siete meses antes del desastre.

El 10 de enero, dos semanas antes del colapso, dos artefactos que medían la presión líquida marcaron el nivel de emergencia. «El aumento en la presión de los piezómetros comprometía la estabilidad del dique», apunta la ANM. Pero la compañía no reportó estas informaciones.

«Si la Agencia Nacional de Minería (ANM) hubiese sido informada correctamente, podría haber tomado medidas cautelares y exigido acciones urgentes a la empresa [Vale], lo cual podría haber evitado el desastre», señaló el informe.

Vale indicó en un comunicado que no haría comentarios sobre «las decisiones técnicas tomadas por su equipo geotécnico en el momento de la ruptura».

El informe de la ANM añade presión a la gigante minera.

La policía dijo en septiembre que tenía suficientes evidencias para acusar a empleados de Vale y de la auditora alemana TUV SUD por uso de informaciones falsas para certificar que el dique de Brumadinho cumplía con los requerimientos de seguridad.

Corresponde a los fiscales decidir si presentarán cargos contra siete empleados de Vale, ninguno de alta jerarquía, y seis empleados de la TUV SUD, entre los cuales figura un director de desarrollo basado en Alemania, así como ingenieros y consultores que certificaron la estabilidad de la represa en 2018.

Una comisión legislativa aprobó por unanimidad una moción que propone denunciar judicialmente a Vale, y TUV SUD.

Un juez ordenó en septiembre a Vale pagar 11,87 millones de reales (casi tres millones de dólares) a las familias de tres víctimas de la tragedia.

Otra corte le había ordenado en julio pagar todos los daños causados por el desastre, sin estipular una cantidad específica de dinero.

Desde entonces, Brasil ha prohibido la construcción de nuevos diques corriente arriba, que son más baratos pero menos estables que otros tipos, y ordenó desmantelar los existentes con esas características.

La ANM publicó su informe, de 194 páginas, exactamente cuatro años después del colapso de otra represa que era propiedad de Samarco, una empresa conjunta de Vale y la anglo-australiana BHP, en el municipio de Mariana, también en Minas Gerais.

El alud de residuos mató en esa ocasión a 19 personas y recorrió más de 600 km por el río Doce y sus afluentes hasta desembocar en el océano Atlántico, en la peor catástrofe ambiental de Brasil.

 

Fuente:https://noalamina.org/latinoamerica/brasil/item/43215-minera-vale-omitio-informes-que-hubieran-evitado-la-tragedia-en-brumadinho

Brasil

Minas abriga mais de 70% das barragens interditadas no Brasil

Estado que abrigou duas tragédias em menos de cinco anos, Minas Gerais continua negligente quanto às condições de suas barragens. Com o maior número de represas na Política Nacional de Segurança de Barragens, gerenciada pela Agência Nacional de Mineração (ANM), a unidade federativa tem 71% dos barramentos irregulares do país: 27 dos 33 sem a Declaração de Condição de Estabilidade (DCE) aprovada.

O prazo para envio do documento ia de 1º de setembro até o dia 30 do mesmo mês. Até semana passada, 54 barragens no Brasil não tinham o certificado.

Em nova apuração realizada nessa terça-feira (15), e divulgada nesta quarta (16), no entanto, a ANM informou que 15 empreendimentos apresentaram documento de estabilidade com atraso.

Desses, quase todas as mineradoras tiveram suas documentações aprovadas pela agência. A Usiminas é exceção. A empresa apresentou a declaração quanto à Barragem Central, localizada em Itatiaiuçu, na Grande BH, mas o atestado não foi aprovado.

Com isso, Minas tem 27 represas irregulares, distribuídas entre nove empresas. Desse total, 15 pertencem à Vale, mesma empreendedora da barragem que se rompeu na Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, em janeiro último.

A companhia também é uma das mantenedoras da Samarco, responsável pelo barramento que colapsou em Mariana, em novembro de 2015.

Além da Vale e da Usiminas, Arcelormittal (uma barragem), Emicon (três), Extrativa Metarlugia (uma), Minerações Brasileiras Reunidas (duas), Mosaic Fertilizantes (uma), Mundo Mineração (duas) e Nacional Minérios (uma) não apresentaram o documento.

Rio Grande do Sul, Mato Grosso, São Paulo e Pará, com duas barragens cada; Rondônia, Santa Catarina e Amapá, cada um com uma estrutura sem estabilidade atestada; também têm represas com problemas.

O documento

A Declaração de Condição de Estabilidade é elaborada pela própria empresa e precisa ser enviada à ANM duas vezes ao ano: nos meses de março (01 a 31/03) e setembro (01 a 30/09).

Na primeira etapa, quem declara a DCE e atesta a estabilidade é o empreendedor. Ele tem a opção de fazer na própria empresa ou contratar uma consultoria externa.

Já na segunda entrega, a empresa é obrigada a contratar uma consultoria externa. Quando o empreendedor não entrega a DCE, o sistema gera automaticamente uma multa e a barragem é interditada.

  • Arcelormittal Mineração Serra Azul S.a.    /Barragem de Rejeitos
  • Emicon Mineração e Terraplenagem LTDA.    / Barragem B1A IpêMG
  • Emicon Mineração e Terraplenagem LTDA. / Dique B3 IpêMG
  • Emicon Mineração e Terraplenagem LTDA. / Dique B4 IpêMG
  • Minerações Brasileiras Reunidas Sa Filial: MBR Paraopeba    / B3/B4
  • Mineração Brasileiras Reunidas SA Filial: MBR Paraopeba     / Capim Branco
  • Mosaic Fertilizantes P&K S.A. Filial: Araxa / Barragem B1/B4
  • Mundo Mineração Ltda.    / Barragem II Mina Engenho
  • Mundo Mineração Ltda. / Barragem Mina Engenho
  • Nacional Minerios Sa    / BARRAGEM B2 AUXILIAR
  • Vale S A Filial: Vale Itabira    / Pontal
  • Vale S A Filial: Vale Itabiritos    / Forquilha I
  • Vale S A Filial: Vale Itabiritos    / Forquilha II
  • Vale S A Filial: Vale Itabiritos    / Forquilha III
  • Vale S A Filial: Vale Itabiritos    / Grupo
  • Vale S A Filial: Vale Itabiritos    / Maravilhas II
  • Vale S A Filial: Vale Itabiritos    / Marés II
  • Vale S A Filial: Vale Mariana    / Campo Grande
  • Vale S A Filial: Vale Mariana /    Doutor
  • Vale S A Filial: Vale Minas Centrais    / Sul Inferior
  • Vale S A Filial: Vale Minas Centrais    / Sul Superior
  • Vale S A Filial: Vale Paraopeba    / VI
  • Vale S A Filial: Vale Vargem Grande    / B
  • Vale S A Filial: Vale Vargem Grande    / B
  • Vale S A Filial: Vale Vargem Grande    / Vargem Grande
  • Extrativa Metalurgia S.A    /    Barragem Rejeitos
  • Mineração Usiminas S.A    /    Barragem Central

Fuente:https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2019/10/16/interna_gerais,1093396/minas-abriga-mais-de-70-das-barragens-interditadas-no-brasil.shtml?fbclid=IwAR2imXpVgbOPtVSnvejRgNwmSc87WqK0oa5rXB9-vJ9i39KOyWmpZnRkbZA

Brasil

La minería, un cáncer que nunca acaba

Una de las grandes amenazas que enfrenta la Amazonía es la minería, una realidad cada vez más presente y que la Iglesia católica está enfrentando de diferentes formas. El Sínodo para la Amazonía está siendo un buen momento para tomar mayor conciencia de esta problemática que afecta, de manera especial, a los pueblos originarios, como quedó demostrado en la Conferencia titulada, “Minería: mal común en la Amazonía”, una de las muchas actividades de la Amazonía: Casa Común, en este caso organizada por la Red Iglesias y Minería, CIDSE y Manos Unidas.

Esas consecuencias son cada vez más visibles, como todos los presentes pudieron comprobar en una botella de agua recogida en uno de los ríos de la región Madre de Dios, en la Amazonía peruana, donde vive Yesica Patiachi, la indígena del pueblo harakbut, que se hizo famosa por dirigirse al Papa Francisco, en nombre de los pueblos amazónicos, en su visita a Puerto Maldonado. En su testimonio denunciaba al gobierno de su país, cuyas promesas de acabar con la minería en la Amazonía se queda en un discurso bonito, frente a una actividad minera que va comiéndose la selva amazónica. Por eso, ella decía con fuerza que “el verdadero oro para mí es el manto verde”.

Ella vive en la región más devastada del departamento de Madre de Dios, donde un día los ríos fueron cristalinos y llenos de peces, pero que fue destruido por la minería, que “trae división a las comunidades indígenas”, pues estas empresas “compran a la gente”, provocando el caos social y el fin de actividades tradicionales como la caza y la pesca. De hecho, Patiachi define la minería como “un cáncer que nunca acaba”, pues cuenta con el aval del Estado, que hace la vista gorda a la falta de consulta previa. La indígena, que es auditora sinodal, afirma que “el Sínodo para la Amazonía no es sínodo sin la participación de los indígenas”, verdaderos maestros en ecología integral.

Son problemas comunes a todos los países amazónicos, también a Colombia, de donde procede el Padre Alberto Franco, que destaca la importancia del Sínodo, porque se habla de la Amazonía y ha hecho que los pueblos indígenas hayan llegado a Roma. De hecho, la conferencia contó con una buena participación de los pueblos indígenas, varios de los cuales se manifestaron, denunciando la actividad minera en tierras indígenas, una de las amenazas del gobierno brasileño, lo que conduce la tierra a la muerte, una tierra llena de riquezas por la cuidado que los pueblos originarios han llevado a cabo. Al mismo tiempo que pedían la ayuda del mundo para evitar los planes de un gobierno que no respeta la Constitución.

La minería es un mal común, como afirmaba el padre Franco, una idea que sostiene en razones ambientales, pues si acabamos con el Planeta, acabamos con nosotros, sobre todo como consecuencia de la contaminación; en razones sociales, pues la minería rompe comunidades a partir de mentiras y de la corrupción, y provoca conflictos sociales, alcoholismo y prostitución, entre otras cosas; y razones ético-políticas, corrompiendo a los estados y las legislaciones.

La Conferencia Nacional de los Obispos de Brasil ha creado este año la Comisión de Ecología Integral y Minería, que sustituye al grupo de trabajo sobre esa temática. Su presidente, Monseñor Sebastião Lima Duarte, uno de los padres sinodales, relataba algunas de sus actividades, como los encuentros con afectados por la minería, las asesorías en las diócesis, el mapeamento de esta actividad en todo Brasil, también la reunión celebrada en los últimos meses con treinta obispos cuyos territorios diocesanos se ven afectados por esta realidad.

Como afirmaba Silvia Obregón, de CIDSE, es necesario llamar a los responsables para que paguen por los daños causados, estados y empresas. Junto con eso, hay que hacer visibles las narrativas ancestrales y rescatar cosmovisiones. En ese sentido, “el Sínodo es una oportunidad para discutir temas que deberían haber sido discutidos hace mucho tiempo”, también de “reflexionar sobre nuestro estilo de vida y recuperar de las comunidades tradicionales distintas formas de relación entre nosotros y con la naturaleza”.

En Brasil, la amenaza de la minería en la Amazonía supone un riego muy grande, según Jeremías Mura, quien insistía en que “la vida es más importante que el desarrollo”, y la minería mata todo tipo de vida, afirmaba el indígena. Por eso, “queremos desarrollo a nuestro modo”, algo urgente en un país en que “los ojos del gobierno están en la región norte, porque allí está la riqueza, en las tierras indígenas”. Jeremías pedía ayuda para cuidar de la Amazonía, un deber de toda la humanidad. Los indígenas, según él, “vamos a continuar luchando y resistiendo”.

Estas afirmaciones también formaron parte del vicepresidente de la Comisión Pastoral de la Tierra y padre sinodal, Monseñor José Ionilton Lisboa de Oliveira. Él denunciaba el sufrimiento de muchos pequeños agricultores que viven en las orillas de los ríos, como consecuencia de la contaminación producida por la minería, “que representa la fuerza destructiva de la muerte”. Por eso, quien cree en Jesús que es fuente de vida, no puede estar al lado de la minería.

El acto fue conducido por el provincial de los combonianos en Brasil y padre sinodal, Dário Bossi, que insistía en que “la resistencia pasa mucho por la espiritualidad”, y por Moema Miranda, auditora do Sínodo para la Amazonía, que definía la minería como “un monstruo cada vez más peligroso”, ante lo que destacaba la importancia de articularse.

Esta actividad minera tiene en Canadá uno de sus principales impulsores, país al que pertenecen la mayoría de las grandes empresas. Nacida en ese país, la presbítera de la Iglesia anglicana, Emily Smith, señalaba que “estamos haciendo lo posible para frenar este monstruo enorme que sale de mi casa”. La Presidenta de SICSAL (Servicio Internacional Cristiano de Solidaridad con los pueblos de América Latina), junto con Monseñor Raúl Vera, afirma que “sigan organizándose y nosotros en ese compromiso de caminar con ustedes”.

 

Fuente:https://www.religiondigital.org/luis_miguel_modino-_misionero_en_brasil/mineria-cancer-acaba_7_2166753304.html

Brasil

Danilo Chammas y Carolina de Moura explican la persecución y asesinato de activistas contra la minera en Brasil

La primera noche temática de la Universidad Internacional de la Paz (Unipau) ha estado marcada por el programa Ciudades Defensoras de los Derechos Humanos que durante la última semana ha llevado defensores de los derechos humanos de todo el mundo en los institutos santcugatecs. La charla de los activistas brasileños Danilo Chammas y Carolina da Moura, celebrada el viernes por la noche en Cal Temerario, ha sido un crudo repaso a las persecuciones, asesinatos y agresiones al medio ambiente que la minería, y específicamente la empresa Vale, comete en Brasil.

Pero no sólo se trata de la persecución de activistas que defienden el medio ambiente y, específicamente, los acuíferos agotados por la lógica extractiva y exportadora; también existe la inseguridad de las instalaciones con tomas de residuos tóxicos mezclados con agua que no soportan la presión. En enero la rotura de una de estas instalaciones supuso una catástrofe natural en el río Paraopeba y la muerte de 270 personas.

Esta es una historia que vivió de Moura en primera persona como vecina de la zona. Asegura que se falsean documentos para permitir hacer las explotaciones incumpliendo los criterios mínimos de seguridad mientras se conceden nuevas licencias, en algunos casos en zonas incendiadas previamente de forma intencionada. Aunque dispone de una acción de la empresa Vale, culpable de la catástrofe, para acceder a la junta de accionistas y pedir explicaciones y medidas, no han conseguido la victoria.

Mientras, dicen, la defensa de al naturaleza y de las comunidades rurales e indígenas está sometida a la presión de las empresas y de los paramilitares en connivencia del gobierno de Jair Bolsonaro, también hay espacios para las alternativas, como es el caso de la comunidad que trabaja para la reforestación y el cultivo agroecológico en la misma región de Minas Gerais.

También es el caso de una comunidad que después de haber reivindicado el traslado de la población ante las actividades mineras. Se trata de la población de picas da Conquista y es un nuevo núcleo urbano que acoge 312 personas y con varios servicios autogestionados. Sin embargo, el gobierno de Bolsonaro puede poner en peligro el proyecto paralizando los jutos mientras la minería sigue provocando problemas ambientales y sociales. «Las mujeres ven aumentadas las tareas de cuidados en sociedades enfermas por la minería, habla da Moura.

Con todo, explica Chammas, varias organizaciones organizan en todo el país con el fin de buscar alternativas y cada vez son más consciente de que la salida debe ser a través de un cambio de relación con el planeta, lo que supone incorporar actividades más responsables con el medio ambiente -agricultura ecológica, veganismo …- y la superación del sistema capitalista, que permite el lucro de unas minorías con la destrucción del planeta y el sometimiento de personas y ecosistemas completos. De hecho, el activista recuerda que según un estudio de la ONU cerca de un 26% de las emisiones mundiales de gases de efecto invernadero tienen relación con la minería.

Pero el momento político de Brasil no acompaña. Ambos activistas reconocen que el gobierno de Bolsonaro ha permitido e incluso ordenado más represión paramilitar. Paralelamente se destruye el sistema educativo, las entidades culturales y la propiedad colectiva, entre otros. Chammas, además, considera que el gobierno ultraconservador es ilegítimo ya que proviene de unas elecciones ilegítimas tras un proceso de impeachment contra la anterior presidenta, Dilma Rousseff, que considera que fue un golpe de estado.

Ante una realidad cruda y la imposibilidad de hacer frente a los poderes económicos que controlan las materias primas, los dos activistas llaman a visibilizar la situación en todo el mundo, algo que ya hacen en diferentes instituciones, y conseguir que la sociedad civil de todo el planeta se posicione en contra de las prácticas de las multinacionales. El acto ha concluido con un homenaje a todas las personas muertas y asesinadas en esta lucha.

Así ha cerrado una semana en que Sant Cugat ha acogido charlas y talleres de cinco otros defensores de los derechos humanos: Hayat Rguibi, del Sahara Occidental; Yanel Fuentes, de México; Leonard Rentería, de Colombia; Magaly Castillo, de Nicaragua, y Noelia Heredia, de España. Durante estos días, elCugatenc ha entrevistado Fuentes y Castillo .

 

Fuente:https://elcugatenc.cat/drets/danilo-chammas-i-carolina-moura-expliquen-la-persecucio-i-assassinat-dactivistes-la-minera?fbclid=IwAR3yYvzirMpvLXlghnOKcx3buJF9xdi0Aw05I5exggb4cjDnqedFdo-40GQ

Brasil

Exposición fotográfica «Minería: Mal Común en la Amazonía»

Durante el Sínodo Amazónico, a realizarse en Roma del 6 al 27 de octubre, se presentará una muestra fotográfica sobre el impacto del extractivismo minero en la Amazonía, la resistencia de las comunidades y la labor de las iglesias locales. La exposición es un esfuerzo conjunto de la Red Iglesias y Minería, la Comissão Pastoral da Terra (CPT) y Manos Unidas.

La fuerza de la imagen permitirá apreciar y acercarse a una realidad muchas veces ignorada: la belleza de la Amazonía, de su gente y la gravedad de los impactos empresariales que la afectan: Minería, Petroleras, ganadería expansiva, monocultivos, mega – hidroeléctricas, madereras, etc.

Destacados fotógrafos aportan a esta muestra: Thomas Bauer, Andressa Zumpano, Mikaell Carvalho, Oscar Mujica y el apoyo de Justiça Nos Trilhos y del Instituto Socioambiental.

La población de Roma, las entidades religiosas, las diversas delegaciones que asistan al Sínodo de la Amazonía, podrán visitar esta y otras actividades programadas en el espacio denominado “Amazonía Casa Común”, Iglesia Transpontina, Via della Conciliazione.

Igualmente, en el sitio Web de la Red Iglesias y Minería, iremos presentando las fotografías acompañadas de mayores detalles de cada realidad presentada. La muestra fotográfica estará acompañada de videos complementarios.

La exposición fotográfica pondrá énfasis en mostrar como el extractivismo minero amenaza, afecta, contamina y destruye naturaleza, comunidades, culturas y el futuro de la región amazónica.

Cómo se sabe, la Amazonía es el hogar de millones de pobladores (pueblos indígenas, afroamericanos, ribereños, campesinos, colonos y citadinos), hogar también de una inmensa variedad de especies vegetales y animales, cuna de enormes ríos, lagunas, bosques, microorganismos y una biodiversidad única en el mundo. La región produce aproximadamente el 20% del oxigeno y del agua dulce que consume el mundo. Por lo tanto, es un espacio vital que si se destruye las consecuencias serán fatales para todo el planeta.

El Papa Francisco, ha dicho que la Amazonía se ha convertido en un territorio en disputa. Y que esta realidad exige una presencia fraterna y solidaria de parte de la iglesia, por ello el Sínodo de la Amazonía, ha despertado interés en el mundo y mucha esperanza entre los pueblos amazónicos. Pero, también muchos ataques de quienes ven a la Amazonía como un enorme depósito de bienes y de riquezas que hay que explotar y extraer para convertirlas en dinero.

Según lo indica el padre Roberto Carrasco O.M.I., en el espacio “Amazonía: Casa Común”, las Congregaciones Religiosas, las Asociaciones Laicales y todos los Movimientos no solo en torno a la Amazonía, sino a la Iglesia van a tener la oportunidad aquí en Roma de poder reflexionar, de poder rezar, de poder dialogar y discutir, pero sobre todo escuchar; porque Amazonía Casa Común es un espacio donde el pueblo indígena va a tener aquí, en la capital italiana, un espacio para el diálogo y la escucha que el Papa Francisco nos está pidiendo”. Además, el misionero de los Oblatos de María Inmaculada invitó a participar de las más de 130 actividades que se desarrollaran en los próximos días en Roma y en otras ciudades italianas.

 

Fuente:http://iglesiasymineria.org/2019/09/26/exposicion-fotografica-mineria-mal-comun-en-la-amazonia/?fbclid=IwAR0b0rLKF5Co7KFrOfacuZwm3dqMFKUSgVM58NPmPwSVASKFfKiTyAhZ4PA